(21 de julho de 2005)
Mar: salgado, inconsciente e milenar
Arrasta para o fundo esse poço que aqui me prende,
Eco insondável na procissão das vagas eternas do ausente.
Quero tudo, e tudo é longe
Lá não acaba o mundo, acaba a minha esperança:
Definhar lento e incansável de um olhar
Feito para perder aos poucos em cada espuma,
Feito da loucura dessas profundezas
Quero surdo, e mudo quedo
Cá acaba meu luto, acaba a minha mudança:
Defumar pardo e inexorável de um gosto
Feito da espuma dos que perdem aos poucos,,
Feito para os profundamente loucos
Incontável ausência terna que afaga meu ego em processo,
Afasta do mundo o poço que se fende no
Mar: raízes, só no lodoso instável
Nenhum comentário:
Postar um comentário