Foi um padre que me disse que o Freud, de algum jeito lá no pensamento dele, atribui ao sexo o papel de principal objeto lírico da personalidade.
Que é um argumento importante eu não tinha a menor dúvida, a gente nasce de uma foda e cria dando trepada. Que o bagulho gostoso que a gente tem entre as pernas é gostoso é verdade.
Daí o cara lá nos quase cinqüenta anos, que não é padre, é pastor – desculpem -, indica que o prazer e a culpa estão conectados...
E aí eu digo que não, é que isso tem muito a ver com a religião cristã.
E aí ele diz sereno e indistinto que todos nós assimilamos formas de repressão.
Pra fora e pra dentro. Pra dentro e pra fora (coro)
E, entre as idéias lá do Freud e a prática no divã, as coisas mudam de figura. Ninguém tá lá pra ser salvo do mal da humanidade, mas pra conviver com as merdas que você ganhou sabe-se de lá quem, ou melhor, a gente sabe, dos pais, dos avôs, dos filhos, de todo peso da tradição & rituais afins e da gente, óbvio. Que tudo isso você me indica que vem de Deus o todo criador.
Aí no meio do enquanto - pensava no que dependia do sexo afinal - a sentença:
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