Ainda agora, agora neste minuto, eu tentava respirar. Erguer a cabeça pra fora, inflar o peito de ar, expirar em seguida.
Sempre há um passo. Sempre um passo atrás.
Estar a todo tempo assim, a cada momento, aprendendo algo novo - de novo - é constrangedor, por que me entrego, dando a ver a mim mesmo o quanto ignoro. E já não é mais tempo de pensar. Se você não toma o bonde da vida, ele te atropela. Sacou?
Dexei de molhar a cama aos sete anos. Talvez seja mal hábito de criança, este de não saber crescer. Ainda bem que poesia, que música também, ainda bem, há.
Mas ainda, o que há de se fazer? Além de seguir. Afinal, há tanto por fazer, que me canso antes de começar.
Mas hoje, ainda, como ontem também, tomo o dia como parque de diversões, paro diante da aparente estaticidade do mundo – aqui do décima andar – e começo a escrever, pois afinal, o que resta a fazer?
Muito alías, daqui a pouco, pois não se deve deixar nada para mais tarde.
Ontem eu quase chorei. Quase(o que é um avanço).
Viva o Dia das Crianças,
(aqui em casa pelo menos, todo dia é Dia das Crianças)
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