Olha isso:
Vários pescoços passavam por sua fatal espada, e a cada homem morto por ele, um grama de uma certa felicidade vinha-lhe à tona. E com mais energia para matar ele ficava.
Ou isso:
Parou seu cavalo, deu meia volta e correu girando a espada a cima (acima) de sua cabeça. Não estava pensando, estava simplesmente com ódio, desejava matar todos por aquilo. Esqueceu todas as imprudências que cometia ao correr sozinho, esqueceu que poderia vingar-se depois e esqueceu que era um simples soldado, que não podia tomar decisões por ele mesmo. Atingiu vários homens que caiam (caíam – hiato, já estudamos) com cortes e furos fatais pelo corpo, o sangue destacava as tristes figura. (bom parágrafo, Ares é um ser inteligente: dialoga com o narrador que transmite para o leitor)
Não sei ainda quão consciente você está de como anda sua escrita. Ela está boa. Mesmo porque às vezes você seja mau aluno, meio que debochado, meio que opressivo na rebeldia. Sua escrita é boa. A forma como você une a palavra aos significados é interessante de se ler. Você tem uma sensibilidade criadora.
E isso nos diz muito sobre você.
Que o seu herói tem sintomas de vilão conforme os atos vão acontecendo, percebe? Isso é um sintoma que me diz que um dia você vai gostar de Shakespeare. Por mais que por muito tempo você irá repudiá-lo e esquecê-lo num canto.
Que sua simpatia com a Antiga Grécia - com um mundo revolucionado de guerras e aristocracia – me revela seu interesse pelo tempo. Pela história que vai deixando rastro.
(Não é? Seu metaleiro de merda? (essa parte é brincadeira))
Dedique-se porque o livro te dará inspiração lá na frente.
2 comentários:
Ele escreve melhor que eu! Queria que você publicasse o livro dele aqui, será que dá?
acho que dá. Publico em capítulos daí...
Vou pedir autorização pra ele tb...
(ele leu os comentários que fiz do livro e me respondeu assim: "tambem n precisa c poetico")
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