Assim, Caros amigos
Ando com saudades da conversa assim baixa,
Dedilharmos um pouco de prosa e três dedos de olhar
No primeiro botequim em que se possa desaguar
Ando com aquela preguiça de escrever cartas longínquas
Destravar a minha língua em uma pena sem te enfastiar
No segundo papel já bem sei que vou me desarmar
Se encontrar um esquina por aí
Dê a volta, estou por ali
Entre duas cadeiras
Dobrando guardanapos
Tirando dois rótulos da garrafa
Mil casas de palitos de dentes
Eu bem que queira ficar de papo pro ar
Mas a vida não dá
Olhei no relógio, estás atrasado
Estou em atraso
De tanto reclamar
Ando sem deixar saudades
Agora vou para as bandas de lá
Dormir outro tanto, ter que acordar
Ando, senão a coisa enguiça
Vou te escrever mesmo enchendo linguiça
Só para não deixar de constar
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