Vício
By Luis Junqueira
Foi num trago entorpecente
Destes do final da tarde
Onde as gotas do escuro
Escorregam do extremo
Se misturam e entranham
No amargo gosto da vida
Lá, parados um instante
Contemplando uma pequena
Morte, ele, um amigo
Mais velho de dores fortes
No ego, inspira profundo
Espera, segura e solta
A vista é névoa
O vício é vida
(pausa) se é vida
cheira tempestade
espreita tragédia
é unha cravada no chão
é vida então
as rugas no espelho
a corda no peito
o laço na mão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário