15.3.08

Verdade e perfeição

Estripar-me! Se estripares hoje, consisto em que amanhã me salgues e depois me comas. Com os demônios! Já era tempo de fingir de morto, antes que esse escocês turbulento me livrasse das dívidas. Fingir, minto; não fingi coisa alguma. Morrer é que é fingimento, porque quem não tem vida de homem, não passa de fingimento de homem; mas, fingir de morto para conservar a vida, não é fingir a imagem da vida, senão representá-la com verdade e perfeição.(Falstaff em Henrique IV)

saudades

Bom, bom. Bom. Duas horas da manhã.
Amigos.(Luís, Marcela, Andréia, Luciana). Amo todos vocês.
Luís: logo, logo, venha pra SP. Tô sem tempo, mas e daí. Cadê vc!?!
Marcela: apesar do mal-entendido, queria falar com você. Não me esqueço. E vc?
Andréia: nunca vou escrever o seu nome certo, mesmo assim, você foi a única que me ligou, sabia? Seu amigo, seu, eu.
Luciana: sumida, traidora, sinto sua falta.
Olha.

14.3.08

olha o texto do aluno de dez anos

Ela viu a porta e um ladrão estrupou ela quando ele estava terminando ela falou:
- ahhh mais mais
Ele fugiu e deu um tiro nela, e ela falou:
- seu otário!
E ele respondeu:
- te como atrás do armario.
E ela respondeu:
- Só se for agora
E ele falou.
- Estabem
E fizeram sexo o dia inteiro, e a mãe dela chegou e ela falou:
- um pinto duro.
E ela deu o cú e chupou o pinto dele e depois fizeram suruba.
E quando terminou ele deu um tiro nelas e ele perdeu o pinto de tanto a mãe da menina chupou.

29.2.08

Bang Bang

I was five and he was six
]We rode on horses made of sticks
He wore black and I wore white
He would always win the fight
Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.

Seasons came and changed the time
When I grew up, I called him mine
He would always laugh and say"Remember when we used to play?"
Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.

Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.
Now he's gone, I don't know why
And till this day, sometimes I cry
He didn't even say goodbye
He didn't take the time to lie.
Bang bang, he shot me downBang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful soundBang bang, my baby shot me down...

12.2.08

Ministro Japonês sendo esfaqueado




Desinspiração

Nos instantes em que leio o seu trabalho, e tomo conhecimento de que existe em algum lugar, ao menos um pessoa, que aceita a sua sinceridade, assim despretensiosa, assim livre de segundas intenções, pareço reconhecer um cheiro no ar. Aspiro algo que se parece com esperança.
Mas não demora muito, ele passa. Volta o cheiro de queimado. Serão os meus cabelos? Que não resistiram à vizinhança da minha mente? Se suicidaram? Enfim, uma chicotada da razão recoloca esse tipo de situação na gaveta das exceções. Que servem para que as contemplemos antes de dormir, na expectativa de que elas nos visitem em sonhos.
Daí me lembro da Insustentável Leveza do Ser. Logo no começinho, em que abordando a idéia Nietzschiana do Eterno Retorno, ele se pergunta se uma coisa que acontece uma única vez realmente aconteceu. Se uma única vez não é nada. Vocês se lembram, ele prossegue para questionar a espessura da experiência humana, eu não to querendo ir tão longe. Quero só me referir a essa idéia dele de comparar os acontecimentos da nossa vida, atento a suas relações de proporção.
Coisas boas, como a possibilidade de uma comunicação sincera entre duas pessoas, sim, acontecem. Mas, quantas vezes elas precisam acontecer para que elas passem a existir? Para que elas tenham algum peso na nossa existência?
Ultimamente, tenho vivido uma sucessão de acontecimentos que apenas reafirmam a natureza abjeta dos seres humanos: a ganância, a falsidade, a exploração, enfim. Ando meio puto com essas coisas, como tantas pessoas no mundo parecem estar a espreita, prontos para te fuder. Nos obrigando a manter a guarda, aprender a nos defender. Talvez seja a vida em São Paulo, mas eu temo que não. Essa na verdade anda sendo a minha sensação do mundo...