Estripar-me! Se estripares hoje, consisto em que amanhã me salgues e depois me comas. Com os demônios! Já era tempo de fingir de morto, antes que esse escocês turbulento me livrasse das dívidas. Fingir, minto; não fingi coisa alguma. Morrer é que é fingimento, porque quem não tem vida de homem, não passa de fingimento de homem; mas, fingir de morto para conservar a vida, não é fingir a imagem da vida, senão representá-la com verdade e perfeição.(Falstaff em Henrique IV)
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