12.8.08

Liberdade

Ser tão assustador e delicado quanto os instantes que antecedem a tempestade.
Ser ira sem ódio, a violência invisível. Livre fluxo impiedoso, silenciosamente, desmembrando seres, curvando árvores, turvando rios. Onda invisível carregando tudo. Colapso anônimo da realidade. Força incessante, sem fim, nem meio. Pura.

Eu acordei no meio da noite. Eu vi só a tempestadade se formando. Eu quis que ela não acabasse, contra o céu purpura, tive o rosto tocado. Eu quis tombar. Eu quis ser levado sem dor. Simples. Desaparecer. Sem túmulo, sem terra por cima, sem lembrança, sem fim.

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