As pessoas então me chamavam de feliz
E feliz de fato eu era
Porque assim eu quis
E enfim me tivera
Mas
Engraçada a vida
Tropecei na vida de uma sina bela
E a sina me cochichou no ouvido
Tanto que acreditei que sim
Vamos então, eu e você
De mãos juntas, sempre
E aí, que graça é a vida
Ela cansou
E me disse assim
Até mais falar
Ou era até nunca mais?
Não sei
E eu aqui
Descontente.
Que graça é a vida
Que droga
Que arde que queima
dentro de mim
1.11.09
26.6.09
o opmet
Tendo sempre a ver a linguagem como potencializadora dos horizontes. Mas aqui agora verei como limitadora. Assim, pense no tempo. Daí logo já passa na nossa cabeça uma linha, que vai lá de longe do passado, numa origem obscura, incondicionalmente para frente, prum novo ponto também imprevisível. E tipo, que tempo é esse que a gente pensa? Como se fosse esse o tempo em que eu acredito na minha cabeça. E se não for assim? E se ele fosse todo desfragmentado? E se eu pudesse acessá-lo pra lá e pra cá embora meu corpo ficasse no sempre presente? É difícil jogar fora a concepção porque nos impinge de geração em geração. Aí fica difícil de pensar diferente. Tipo um limite que vem de cima, talvez bem de dentro da linguagem.
Eu quero mudar minha concepção consciente do tempo, porque eu não acredito mais nela. Ainda não sei o que vai vir no lugar, mas é algo que me deixará menos compatível com o senso comum. Aí está um problema e uma solução. O problema é porque o diálogo diminui com os Outros. A solução porque tenho certeza que expandirei um horizonte e , fazendo isso, no futuro resolvo o problema, pois certamente vou querer dialogar bastante sobre minha nova concepção que, no atual presente, sei lá qual é.
Tô escrevendo coisas absurdas sem fumar nem beber. Acho que isso significa que estou me sentindo melhor da vida.
Eu quero mudar minha concepção consciente do tempo, porque eu não acredito mais nela. Ainda não sei o que vai vir no lugar, mas é algo que me deixará menos compatível com o senso comum. Aí está um problema e uma solução. O problema é porque o diálogo diminui com os Outros. A solução porque tenho certeza que expandirei um horizonte e , fazendo isso, no futuro resolvo o problema, pois certamente vou querer dialogar bastante sobre minha nova concepção que, no atual presente, sei lá qual é.
Tô escrevendo coisas absurdas sem fumar nem beber. Acho que isso significa que estou me sentindo melhor da vida.
21.3.09
vocabulário
SERENDIPITY
capacidade de fazer grandes descobertas por acaso
Sérendipité
habilité à faire des découvertes de valeurs fortuitement
capacidade de fazer grandes descobertas por acaso
Sérendipité
habilité à faire des découvertes de valeurs fortuitement
25.2.09
nostalgia
Eu passei um tempo agora relendo um monte de coisa do site, da gente. E gostei, gostei assim, simplesmente gostei.
E acho que a gente sim tem uma certa vocação para entrar em discussões que não chegam a lugar algum, e o lugar algum é tão gostoso de encontrar em vocês.
E essa vida horrorosa que impera parece que atropela nosso ambiente criado. E aí a gente não discute, não discorda, só aceita internamente o cotidiano do outro e é chato assim. Cadê nosso intelecto funcionando? Sabe lá.
Precisamos de projetos conjuntos pra nos entender.
E acho que a gente sim tem uma certa vocação para entrar em discussões que não chegam a lugar algum, e o lugar algum é tão gostoso de encontrar em vocês.
E essa vida horrorosa que impera parece que atropela nosso ambiente criado. E aí a gente não discute, não discorda, só aceita internamente o cotidiano do outro e é chato assim. Cadê nosso intelecto funcionando? Sabe lá.
Precisamos de projetos conjuntos pra nos entender.
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